HEY YOU – desculpem o incómodo, estamos a tentar mudar o mundo

Epílogo para uma revolução.
Na nossa revolução conseguimos ouvir o som do nosso coração a bater como um só. Acreditam?
O ritmo do nosso coração acompanha os disparos das máquinas que trazemos connosco, e através das quais congelamos a nossa revolução.
Um pequeno ponto na história do mundo.
Também na nossa memória ela ficará gravada como quisermos.
O que é que isto significa? – perguntamos nós.
O que é que isto significa? – perguntam talvez as testemunhas da nossa revolução.
Ala que se faz tarde e longo é o caminho que vai dar a lugar algum.
Apenas mais um fim na história com H grande, dizemos para continuar.
“O resto é silêncio”.

texto: Nuno Leão, “Hey You – desculpem o incómodo, estamos a tentar mudar o mundo” (2013)

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1 Comentário
  • Alice Nascimento
    Publicado às 08:09h, 06 Março Responder

    É emocionante reler estas palavras que andaram comigo tanto tempo. Embora o teatro seja muito mais do que palavra, este cria uma relação com o texto que talvez só tenha equivalente quando cantado (mas continuamos na interpretação). A fruição da leitura estabelece um elo mental e emocional com as palavras, com a mensagem e o autor, No teatro, as palavras apoderam-se do nosso próprio corpo, são a nossa respiração e já não há mediação com o autor, porque são ditas como se naquele momento tivessem nascido das nossas entranhas.

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